featured article

O Surfing De Tow-In Com Jet-Skies É Realmente Necessário Em Bali? – Surfando Com Tow-in De Jet Skies Em Uluwatu, Bali.

Sexta, Agosto 31, 2018 7 Comments 35 Likes
Likes 7 Comments

O Surfing De Tow-In Com Jet-Skies É Realmente Necessário Em Bali?

Surfando Com Tow-in De Jet Skies Em Uluwatu, Bali.

 

Esta temporada seca em Bali, a temporada alta de surf diriam muitos, tem sido até agora uma das melhores nos últimos anos. Um swell após o outro de tamanho médio a grande atingiu toda a ilha de Bali para a alegria dos surfistas locais, dos residentes e dos visitantes. O Bukit, a península ao sul de Bali, onde ficam ondas famosas como Padang Padang, Bingin, Impossibles e Uluwatu, a onda rainha-mãe, esteve bombando.

Mas este ano de 2018 irá destacar-se na história do surf em Bali por aquilo que muitos de vocês já sabem: enormes moles de água despenteando perfeitamente que eram (acreditamos) surfáveis só de tow-in.

Efetivamente, o julho de 2018 começou com um mar de bom tamanho, com todos os picos mandando ondas. A galera de festa.

Acompanhando as previsões de perto, os surfistas começaram a pedir aos surfistas de ondas grandes a prepararem suas guns.

Depois de um hiato de dois dias quando as ondas baixaram, dando a oportunidade à galera para descansar e se preparar para o mar que estava vindo, entrou na terceira semana de julho um mar grande e surfável. Como sempre quando um swell grande está previsto, muitos locais e residentes cruzaram o estreito de Lombok ou o de Java para surfar Desert Point ou G-land, onde é mais provável que o mar bata melhor, garantindo mais tempo no tubo. O Bukit, é claro, tem Padang Padang, a bela mas esquiva princesa que, com ondas de bom tamanho, mostra sua beleza e intensidade. Mas Padang é curta e esquiva, e se você não é local, não importando se ser residente ou bom surfista, é provável que Padang seja ainda mais esquiva. Bingin não joga tubos quando o mar é grande. Impossibles precisa da maré correta e pode mandar tubos, mas não o dia todo. Um tubo que, embora grande e intenso, não é tão longo. Surfistas com colhões e pranchas à medida rezam pela maré, direção de onda e condições de vento ideais para se entubar no tubo mais monstro de todos em Outside Corner´s, ou pegar, se Deus quiser, a onda mais longa com o ocasional tubo grande de The Bombie até o final de Racetracks. Ambas as ondas no spot-rainha, Uluwatu. Para surfistas com colhões e pranchas grandes. Não é uma onda para o surfista médio que procura pegar quanto mais tubo puder. Portanto, os surfistas que procuram pasar tempo no tubo geralmente se viram fora.

Mas um mar ainda mais gordo foi previsto para começar a atingir o vinte e quatro. Ou seja, em apenas alguns dias sem as ondas terem caido significativamente.
Agora a galera fazía chamadas sérias para os big-wave riders prepararem suas guns.

E o mar chegou e bateu.

Em Ulu’s nunca tínhamos visto nada igual nos dez anos com base em Bali. A maioria dos locais e residentes de anos também concorda.

Por centenas de metros ondas de 5 a 7 metros despenteavam-se perfeitamente ao longo do recife de Uluwatu. E não é um exagero. Em todo caso, muito pelo contrário, já que alguns afirmam que séries monstros de 10 metros varreram o recife.

Se você estava apoiado em um par de pernas fortes e as pernas em uma prancha e a prancha em uma dessas ondas, você tinha uma longa parede na frente na qual desenhar rasgadas, ao tempo que um lábio explodia de trás seu como brincando pique e, com tudo, nunca o picando.

Você poderia até ir e pegar o tubo no rugido de tubo que se formava na linha alta do olho da onda.

Mas, claro, primeiro, você tinha que entrar na onda.

E para isso, você precisava do tow-in. Olha, se não.

 

Vídeo filmado e editado pela Margaret River Productions
Surfistas: Andrei Ovchinnikove Eloy Lorenzo

Eloy tem pernas fortes.

O brasileiro Eloy Lorenzo e seu parceiro, o russo big-wave rider Andrey Ovchinnikov, foram naquele dia o único time de tow-in com jet ski na água. Aquela onda e aquela sessão foram na manhã.

No dia vinte e quatro tinhamos surfado Outside Corner’s com dez pés e a ocasional onda de quinze pés.

No dia vinte e cinco para a tarde ainda não tinha visto as condições assim que lá fomos para a faleza de Uluwatu com nossas guns prontas para surfar um pouco mais dessas grandes, mas divertidas ondas.

Descemos alguns degraus em direção aos warungs para ter uma visão melhor do oceano. A faleza em Uluwatu se eleva a 50 metros acima do nível do mar, oferecendo uma visão vantajosa das ondas e do oceano em direção ao horizonte. É como um anfiteatro de onde pode-se ver como o mar entra e bate na praia e como ele se traduz em ondas assim que atinge o recife.

 

Drone view of the Uluwatu surf spot cliff
Extraído de www.bluepointbayvillas.com

É sempre bom julgar as ondas e o oceano desde fora para saber onde se posicionar. Daí que observamos as condições por cerca de cinco minutos. Logo nos posicionamos nas cadeiras e pedimos cervejas. Nós julgamos bem.

Não havia times de jet-ski surfing.

Dois ou três surfistas estavam na água com pranchas ao remo. Surfistas com colhões, mas com pouco julgamento. Com tudo, temos que admitir.
Se você não cai, você não sabe.
Eles cairam e eles souberam. A correnteza jogando para fora era

“como um rio, tornando quase impossível se bem posicionar”,

disse mais tarde um dos surfistas ao remo naquela tarde, um pai, surfista e vlogger de uma família aventureira que tinha testemunhado a sessão da manhã desde o Restaurante do Blue Point. Ele também a gravou. Veja a mesma onda desde outro ângulo.

 

Vídeo filmado e editado pela Unstoppable Family

Efetivamente, a correnteza parecia impossível de lutar de jeito que à medida que a correnteza o jogava para fora tinha-se que remar sem parar enquanto você se comia os bloques de água na cabeça até que finalmente largava-o longe no canal. Então, é claro, você tinha que remar o mais aberto que considerasse seguro para o line-up em Outside Corner’s ou ainda mais para a The Bombie. Uma vez no line-up, você não teria nada a fazer. Você teria sabido. Você teria caido e teria sabido. Com esse tamanho, o que pode parecer como uma variação insignificante no grau do ângulo com que batiam as séries significa realmente uma desviação de vários metros de onde você pensava que era a arrebentação. Se a série o pegava, você já era. Você comia toda a série na cabeça, a prancha ou leash arrebentavam, mas se não, você teria sido arrastado uma distância tal que qualquer tentativa de voltar para o que parecia ser qualquer um dos line-ups teria sido fisicamente extenuante e mentalmente … disparatado.

Então os caras estavam poscionados longe de onde as ondas quebravam. Era possível entrar nessas ondas á remada? Possivelmente fosse possível. Mas e se você não a pegar? Veja o descrito acima. Sua sessão já era. Eles cairam, eles viram e eles souberam.

Em homenagem à verdade testemunhada, um surfista ao remo tomou uma das ondas pequenas e surfou-a toda. Ainda assim uma onda grande. Mas em honra da verdade testemunhada, essa não foi uma das ondas que dominaram o dia. Essa foi uma exceção.

As ondas que dominaram o dia foram moles de agua de quinze a vinte a vinte e cinco pés arremetendo com uma velocidade de furia em series de seis a dez ondas separadas por menos do que dez minutos que quebravam no outside de The Bombie e de Outside Corner’s mas (em cada pico) não exatamente no mesmo lugar, senão que mas bem numa faixa de dez a vinte metros, para então sim se despentear perfeitamente (perfeitamente) ao longo de centenas de metros acima do chupão que era a correnteza sobre o recife de Uluwatu. Não era um dia de surf á remo.

O 25 de julho de 2018, galera, era e foi um dia de surfing tow-in com jet-ski.

Então, respondendo a pergunta que intitula esta série de duas partes: É realmente necessário o surfing tow-ini com jet-skis em Bali?

Sem dúvidas.

Estamos convencidos de que este swell e esta data colocarão Uluwatu nos radares dos times de surfing tow-in de ondas grandes.

Nós nunca assistimos ou vimos imagens de vídeo de algo assim antes.

Normalmente, o surfing tow-in que faz sentido só e feito em ondas grandes, ou ondas que são praticamente somente surfáveis com tow-in. As ondas que são ou uma drop gigante com um ou dois ombros para rasgar uma entrada ao subsequente drop como Jaws em Peahi, Maui, a onda pioneira do surfing tow-in, ou tubos chupões monstruosos como Teahupoo grande em Tahiti, ou quebra-cocos quadrados como The Right, na Austrália.

Uluwatu, no 25 de julho, provou ser nada a ver com isso e ainda assim ser uma onda que com esse tamanho e essas condições (nós achamos) deve ser surfada com tow-in. E, nós pensamos … não, temos certeza, os surfistas de ondas grandes adorariam.

Por quê? Não é uma gota gigante como Jaws ou Nazaré. Também não é um tubo que fique de pé de repente e se desdobre quadrado com um lipão de quebrar a coluna explodindo em um recife raso e desfigurante como Teahupoo. E não é uma onda suicida.

Na verdade, Uluwatu, como vimos, comparado a padrões de surfing tow-in em ondas grandes, não é tão grande assim. E não é tão perigosa. Não é nada disso. Mas é o que as outras não são. É uma parede grande, enorme, e super longa que despenteia-se perfeitamente permitindo manobras grandes e pesadas combinadas com vários tubos de saída rápida. É a onda de sonho super-longa de seis pés que combina rasgadas com garra, tubos e até mesmo aéreos, mas todo, em uma escala muito, muito maior.

Com um anfiteatro com cerveja gelada e tudo para se posicionar e assistir ao espetáculo.

Está claro, essas condições de mar são raras. Mas estamos certos de que já há quem tenha tomado nota dos parâmetros e variáveis que criaram este dia mágico e que estarão prontos para a próxima vez que algo semelhante seja previsto.

Porque isso vai acontecer novamente.

Uluwatu tem a cerveja e pode esperar já pronta.

E você?

Você vai pedir cerveja ou correias?

Em breve publicaremos a segunda e última parte de ” O Surfing De Tow-In Com Jet-Skies É Realmente Necessário Em Bali? Subscreva-se à nosso newsletters ou siga nos através dos nossos canais de redes sociais para não perdê-la.

Nusa newsletter
Nusa social
Nusa fan page
Nusa instagram

Likes 7 Comments

Leave a Reply

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

9 − 4 =

  1. Witnessed the swell from the cliff and I gotta say, show was done by the tow-ins surfed waves! Was indeed not so wise and catchy to paddle out… but again: from the cliff haha
    Camera’s ready for next swell