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Surfing LIfe Australia Paparazzis

SURFING LIFE AUSTRALIA: JORNALISMO ANTIETICO

Nathan Myers, jornalista de surf, calúnia surfista e criador de nusa, Diego e se escusa assim: “É só surf. As pessoas riem e viram a página”
Chris Binss, antigo editor-chefe da SURFING LIFE Austrália recusa uma retratação impresa para não “estabelecer um precedente”
Será que estas práticas antiéticas são uma questão de rotina no jornalismo do surf?

Diego e nusa films criam uma bem original curta-metragem de surf com Mick Jagger enviando uma mensagem para os jornalistas de surf ímpios.

Leia mais. 

Ou veja Memo From Surfing 

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*ENAK (Ou De Como Achar Esse Sorriso Especial Em Bali)

*ENAK
(Ou De Como Achar Esse Sorriso Especial Em Bali)

Como estrangeiro (bule) recém-chegado à Bali, você perceberá imediatamente uma coisa bastante chamativa: sorrisos. Montões de sorrisos. Todo tipo de sorrisos: sorrisos de boas-vindas, sorrisos tradicionais, sorrisos felizes, sorrisos rotineiros, sorrisos que riem de você, e porque não haveria de sorrir sorrisos.

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UM GRUPO DE ITALIANOS PROCLAMA SPOT DO BUKIT COMO PROPIO

UM GRUPO DE ITALIANOS PROCLAMA SPOT DO BUKIT COMO PROPIO

Esta temporada de chuvas que termina pode chegar a ser uma de lembrar. Alguns factores podem contribuir á situar-la nos recentes anais da história do surf no Bukit. A qualidade e quantidade de swels provavelmente não seja um deles. Mesmo se temos tido, até agora ondas consistentes e um swel grande e bom em Janeiro, as ondas não serão a razão. Será recordada por (isto é normal) spots crowdeados que anteriormente eram semi-desconhecidos. Também será recordada por (isto não é normal), um clima que virou de temporada seca por más de duas semanas. E também será recordado por (isto é surrealista) um grupo de italianos que proclama um spot do Bukit como próprio.

Aqueles de nós no Bukit que ao finais do 2012 esperávamos ansiosamente a que o verde tornasse-se más verde que verde, a que os ventos virassem do Oeste, a que as direitas (e alguma que outra esquerda) transformarem-se em linhas, paredes e cavernas martelando o recife, e a que o crowd tornasse-se inexistente ao tempo que surfamos belos e semi-desconhecidos spots rodeados de verdes falecias e céus tempestuosos e pesados com apenas um punho de outros surfistas, aqueles de nós, digo, estávamos a começar uma temporada de surfe espiritual onde não tem encrenca na agua, onde você sente-se em harmonia com a natureza, onde percebe-se uma boa vibra no line-up e onde você sabe que esse é o Bali que adora surfar.

Não é?

  1. Normal:

O verde tem de fato então tornado mais verde que verde, os ventos de fato tinham-se virado do Oeste, as direitas de fato tinham-se transformado em ondas glassy e lindas, mas o crowd, ai sim Deuses, o crowd é agora oficialmente e de fato parte da temporada de chuva. Os spots semi-conhecidos já foram. Sabe como é, né. Você sabe que si leva a teus amigos (ou conhecidos) a um spot não tão conhecido, é só uma questão de tempo antes de virar vox populi. Em cada nova temporada você vê surfistas trazendo amigos e amigos de amigos a esses spots  (igualzinho a você) e você sabe que cada nova temporada pode chegar a ser a que separa o antes do depois. A que separa o surfing relaxado do surfing estressante. A que separa o soul surfing do surfing de combate. E você não quer nem pensar. As boas noticias: não pense mais. Essa temporada já chegou. Comece a se acostumar.

  1. Não é normal:

Por mais de duas semanas em Janeiro e Fevereiro os ventos sopraram do Leste e as condições foram de tipo temporada seca. Isso, de um jeito, foi legal. Não só porque nós todos gostamos de surfar as ondas de classe do Oeste do Bukit, senão que também porque tiveram dias em que os ventos foram variantes durante o dia inteiro e os surfistas sintonizados coroaram ondas incríveis em as duas costas. Ulus, Bingin, Balangan, Impossibles e outras quebraram, para a surpresa de todo mundo, ondas do ombro á cabeça alucinantes e consistentes no meio da temporada de chuvas. E como a galera tinha mais ondas para escolher, alguns de nós compartimos alguns spots com apenas alguns outros em condições alucinantemente glassy.

  1. Surrealista:

Italianos proclamam spot do Bukit como próprio. Nome: “Pizza Spot”
Verdadeiramente surrealista.
Leiam isto e julguem vocês mesmos.

Um amigo meu Australiano (chamemos-lhe “B”) foi surfar em Janeiro o que anteriormente era um spot semi-desconhecido. Ele caiu na agua como vinha fazendo já varias temporadas de chuvas. Ele remou ate o line-up como vinha fazendo já também varias temporadas de chuvas. E ele sentou-se tranquilamente a esperar pela sua onda como vinha fazendo já também varias temporadas de chuvas. Essa vês, embora, estava rodeado por um punho de tipos com má cara olhando para ele com cara de cu e a quem nunca antes tinha visto.

As caras de cu não bastaram. Eles remaram-lhe por dentro, drouparam-lhe nas ondas e botavam nas onda muito dentro para poder as passar mas ainda assim as gritavam todas.

Surfaram o spot como se fosse deles.

Em breve, “B” saberia que a coisa era assim mesmo.

Ou assim eles acreditam.

Chateado, meu amigo dropou num deles. O cara fez um take-off muito dentro e não ia a passar. O “B” botou.
O que seguiu já no line-up foi uma série incrível de ameaças, olhos desorbitados, veias do colo a ponto de explodir e a pior intimidação que meu amigo já tivesse experimentado em Bali.

Serio.

Esses valentões do surf foram além e mandaram ele fora da agua. É mesmo. Fora da agua.

“Disspotaizanaitalianspota”, gritaram-lhe.
“¿Como é?” perguntou meu amigo.
“Dis iz-a an-a Italian spot-a. Go in-a and do not-a com back-a”.

“¿Este spot é um spot o QUÉ?”

Que os Deuses sejam com nós.

Esta historia é verdadeira como tem sido nos contada. Os diálogos e legendas, com tudo, são fictícios e com a intenção de ressaltar o humor no surrealismo de uma situação que é séria por natureza. Esperamos que o leitor saiba apreciar o humor.

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OS BULES SÃO BULES

OS BULES SÃO BULES

Um amigo bule meu contou-me uma anedota interessante que ocorreu faz não muito tempo (tempo sendo medido em tempo-Bali). Uma anedota na que todos os envoltos são bules morando em Bali. Uma anedota que não teria ocorrido de não serem bules os bules que eles são. Uma anedota que este amigo meu bule não teria me contado  de não ser o bule que ele é. Uma anedota que eu agora não estaria contando  de não ser o bule que eu sou. Porém com tudo, uma anedota contundente. Não necessariamente pelos particulares de ela, se não que por sua poderosa natureza perspicaz na natureza dos surfer-bules. Uma anedota na que você fala “é claro, todos bules”. E sendo que é difícil a todos fugir de nossa bulenidade, e com a tácita permissão de meu amigo, aqui vai ela:

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PARA A REVISTA TIME BALI É O INFERNO – AQUI NOSSA TOMA

PARA A REVISTA TIME BALI É O INFERNO – AQUI NOSSA TOMA

Faz um ano, em abril de 2011, a revista Time publicou um artigo sobre Bali titulado “Férias no Inferno: Bali e suas tribulações”. Desde então, muitas outras publicações tem ecoado esta -independentemente se precisa ou não (e isso é debatível)- parcial e fortemente enviesada peça periodística. O autor defenderia, com todo direito, tal parcialidade argumentando que o articulo não pretende pintar uma imagem completa de Bali, mas, como ele bem adverte no titulo, só suas atuais tribulações. Aquí nossa toma.

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