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SURFING LIFE AUSTRALIA: JORNALISMO ANTIETICO

Sábado, Maio 3, 2014 18 Comments 8 Likes
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Nathan Myers, jornalista de surf, calúnia surfista e criador de nusa, Diego e se escusa assim: “É só surf. As pessoas riem e viram a página”
Chris Binss, antigo editor-chefe da SURFING LIFE Austrália recusa uma retratação impresa para não “estabelecer um precedente”
Será que estas práticas antiéticas são uma questão de rotina no jornalismo do surf?

Diego e nusa films criam uma bem original curta-metragem de surf com Mick Jagger enviando uma mensagem para os jornalistas de surf ímpios.

Leia mais. 

Ou veja Memo From Surfing 

Moramos em Bali. E em Bali o tempo segue seu curso ligeiramente diferente. Chama-se Tempo-Bali. Se você vive ou já tem morado em Bali, você sabe o que queremos dizer.

Mas como você também sabe, “antes tarde do que nunca”.

Tornamos responsáveis á revista Surfing Life Austrália, ao antigo Editor-chefe da revista Surfing Life Chris Binns, ao editor colaborador da Surfing Life Nathan Meyers e ao fotógrafo colaborador da Surfing Life Gerhard Engelbrecht de rebaixar o jornalismo de surf ao nível de sensacionalismo e paparazzismo, manchando-o com falta de integridade e respeito aos outros surfistas e de usar seu poder para espalhar difamação gratuitamente.

Nós tornamo-los também responsáveis pela disseminação de valores do tipo: Peço-lhe o que eu quero, mas se você declinar respeitosamente, eu igualmente pego e calunio você e me vejo cool no processo.

Por causa de tudo isso, nós também tornamo-los responsáveis de rebaixar e desrespeitar o surf como nosso modo de vida.

Em 2012 a Surfing Life publicou em página dupla uma vaca na qual o criador de Nusa, Diego, é lançado com o lábio. A foto contém um extensa legenda escrita por Nathan Myers mal-usando, mal-citando, tirando do contexto, omitindo, apagando e inventando palavras e mentindo descaradamente, tudo sem autorização e com mesquinha patente.

Quando ele foi contatado em relação a tal difamação o culpável reconheceu a prévia e muito respeitosa troca de e-mails da parte de Diego e atribuiu tal legenda a um erro acidental resultante de ações “não intencionais” mas diminuiu todo tipo de importância. “É o surfe. As pessoas sorriem e viram a página“, ele disse.

Quando pedimos uma explicação pelo uso de material explicitamente não autorizado o fotógrafo Gerhard Engelbrecht não respondeu.

Quando pedimos ajuda para resolver esta confusão, Chris Binns lamentou-se mas também diminui a relevância de tal legenda de foto da revista Surfing Life, “com todo o respeito, acho que você está superestimando o alcance de este pequeno destaque na nossa revista.” E quando, a seu pedido, nós sugerimos uma solução para endireitar essa bagunça, o único motivo válido para rejeitá-lo era o desconforto com estabelecer um precedente.

Com todo respeito, ambos editores ou decididamente eles subestimam a influência que a Surfing Life tem em seus leitores e o impacto sobre a imagem de pessoas e empresas para sair da merda, o que mostra zero integridade como jornalistas, surfistas e homens, ou de fato eles sim o subestimam, o que nos leva a perguntar: o que é que fazem em tais posições tão poderosas dois jornalistas que não entendem, escusado será dizer compreendem, o poder da mídia impressa ou a característica subliminar de uma “pequena” legenda de foto que as pessoas sorriem e viram a página (e, portanto, não fazem ideia das grandes responsabilidades inerentes à sua profissão)? Como eles chegaram a esses cargos? E pior, como é possível que eles estejam em tais postos de trabalho portanto tempo?

Também nos leva a perguntar: será que o desconforto em estabelecer um precedente implica que esse comportamento, de nosso ponto de vista, não ético é questão de rotina? Ainda mais, sendo Surfing Life, uma das mais maiores revistas de surf do mundo, não seria não implausível pensar que este tipo de comportamento é omnipresente na mídia surf estabelecida de tal calibre?
E ao topo; o que faz um jornalista que acredita que “o surf é  surf” escrevendo sobre o surf? E ainda ao topo da ironia em uma revista chamada Surfing Life (Vida Surf)!

Para nós, e acredito que para muitos outros surfistas, surf não é só surf. Nós e muitos outros surfistas suspeitávamos que grande parte da mídia surf estabelecida tinha esquecido o que o surf significa para muitos de nós, e o que muitos de nós esperamos das revistas que influenciaram, influenciam e continuarão influenciando o surf. Eu só aprendi (mhh… Lembre: Tempo-Bali), em primeira mão e por acaso, que as nossas suspeitas eram verdadeiras no que refere-se à Surfing Life.

Tristes tempos para o jornalismo de surf e para o surf em sua totalidade.

Você está exagerando, dirão vocês. Jornalismo de surf não é o surf em sua totalidade, vocês dirão ainda. E eu concordo. Surf tem uma essência multidimensional que vai além do jornalismo de surf. No entanto, surf jornalismo tenta (ou deveria pelo menos tentar) entender e compreender o todo do surf em todas as suas diferentes dimensões, conceitua-lo, molda-lo através de textos, fotos e vídeos, e ai apresentar-nos-lo para vocês e a mim para nos ajudar por sua vez entender e compreender e apreciar a sua multidimensionalidade.

Ao fazê-lo, jornalismo do surf assume uma posição análoga às autoridades religiosas que agem como intermediário entre a essência de Deus e a Vida e o homem comum. É impossível negar o poder tremendo das autoridades religiosas em moldar os seres humanos. É, no entanto, perfeitamente possível e provavelmente muito certo asseverar o desinteresse, dificuldade ou incapacidade de um grande sector do homem comum de reconhecer tal poder.

É a mesma coisa com o jornalismo surf e os surfistas. Alguns não conseguem ver a supremacia do jornalismo de surf no moldado de suas vidas e mentes como surfistas e pessoas.

Nós sim. Reconhecemos e acreditamos no poder do jornalismo surf não só ao guiar o surf como um esporte, estilo, arte, moda e estilo de vida, mas também em moldar a atitude e o comportamento ético e estético, bem como também o como perceber a vida, a natureza, a sociedade e as pessoas e assim, reconhecemos e acreditamos na sua posição privilegiada em afetar e formar a maneira em que, como surfistas, interagimos com o oceano, a vida e uns aos outros.

Se você ainda não está convencido, considere isto: Quantos surfistas vocês acham que começaram a surfar sem primeiro ver uma foto numa revista ou um vídeo de outro surfista surfando?

Claro, uma revista de surf uma vez compreendida a multidimensionalidade do surf, pode sem qualquer tipo de problema escolher focar a mira num aspecto limitado do surf. De acordo com alguns dos nossos amigos australianos, Surfing Life é famosa por sua interpretação reduzida do surf que serve mais do que qualquer coisa aos jovens que sorriem e viram a página. Isto é, no entanto, uma opção tão válida como qualquer outra e tão desfrutável quanto qualquer outra de acordo com os gostos de cada um. Na verdade, nós mesmos aqui e ali temos desfrutado de muitas das suas edições.

E claro, um jornalista pode sem qualquer problema servir neste tipo de publicação, e isto, novamente, é uma escolha profissional tão válida como qualquer outra nesta matéria.

O que não só não é válido, mas também altamente desrespeitoso e irresponsável, é devido à falta de material para publicação, decidir não fazer uma permuta de dois pequenos avisos visuais por esse material publicável e publicar um libelo usando esse mesmo material não autorizado. O que o torna ainda mais irresponsável é espalhar um comportamento não ético para a maioria de seus leitores jovens com mentes que estão ainda em processo de formação de valores.

Grande poder traz grandes responsabilidades. Jornalismo de surf tem grande poder e grandes responsabilidades. Jornalistas do surf devem ser feitos responsáveis por seus atos quando eles bastardizan nosso modo de vida.

Então quando eles gratuitamente caluniam um homem como surfista, como pessoa e como empresário para fazer uma grana rápida, sinceramente ou calculadoramente desconhecem seu poder (não sabemos o que é pior), mas usám-lo indiscriminadamente, rejeitam nossas súplicas inteiramente razoáveis e respeitosas para torná-los responsáveis por suas ações, negam um pedido de desculpas público perdendo a oportunidade de autocriticarse colocando interesses comerciais acima da integridade e respeito que o surf merece e que alguns de nós como surfistas esperamos deles, levamos ao coração. Nós levamos ao coração mesmo. Por nós, mas mais importante do que qualquer outra coisa, pelo surf.

E quando este escrevinhador, na nossa opinião muito a falta de valores éticos e habilidades de raciocínio, descarta o surfe como só surfe e não pode mais que comparar o fotojornalismo do surf com o paparazzismo (sem mesmo perceber que suas ações caíram abaixo das dos paparazzi), nós não temos outra escolha que dizer:

Respeitem o nosso modo de vida. Tentem Hollywood paparazzis do surf.
(Outra coisa que podemos fazer, sendo tão pequeno como nós somos em comparação com o poder da mídia impressa, e o poder dos grandes patrocinadores dessa revista é pedir a nosso amigo durante anos Mick Jagger para mandar aos perversos um Memo From Surfing em nome do surf.
Nós sabemos que eles sabem quem eles são.

E ao fazê-lo, nós estabelecemos um precedente. Para você).

Se isso lhe interessa mais, todos os registros das trocas de e-mail estão disponíveis mediante pedido. Deixe-nos saber… e vamos mandar eles para você. Nós pedimos que você tome o seu tempo e que analize tudo sozinho.

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  1. After reading this account (a few times, over a few months) and viewing the video (artistically and metaphorically very creative by the way) I have decided to respond because I believe I understand your grievances and also would propose that the accused (writer, editor) may have a small but valid rebuttal as well. I am also responding because I see one giant alarming issue here for all us non-celebrity surfers. -Most of us who surf do not and will not be published in, work for or contribute to any of the worlds surf media- let’s just say that includes the overwhelming majority of people who surf. We are the fans of and customers of all things surf related; we buy the magazines, browse the websites, buy the trunks, wetsuits, surfboards, wax, and dream and sometimes actualize a great surf adventure. Because surfing is awesome. Surf magazines, for us below-the-media-radar wave lovers, has and can be inspiring, entertaining, fun to read and look at, and influential at times. But the level of influence they have (SL A for example) is probably greater on grommets and weak-minded folks than surfers who have put years of wax and water time in their surf-trunk back pocket. Additionally the surf media, corporate surf manufacturers and even at times the ASP tour HAVE FORGOTTEN what surfing means to the vast majority of us who hover below the camera lens. It has been happening in the USA for almost 15 years- The large corporations that now own clothing, accessory and surf media outlets have lost touch with us common folk and it is to their demise. Just check the numbers. We should also recognize that surf-journalism, with a couple of golden exceptions, is in no way the pinnacle of writing and publishing. Therefore, sadly, we must lower our expectations in the quality of their material. It sucks. But that is why in a sense, real surfers (us) do not take them that seriously anymore. So on this point I am in a small, embarrassing agreement with the accused author and publisher- truly folks may turn the page and forget what they just read (as anyone does with forgettable writing). However, I take further consideration of your case because of this: As a business owner within the “surf industry”, and being located in this wonderland of amazing waves, you do have a profile that gets considered by the public and that image can influence the public’s opinion of you and by virtue of that, your business. So yes, you have that consideration professionally and it is valid and correct that you should defend any and all slanderous and inaccurate reports or remarks that can have a negative effect on that- no question. I did say that something alarmed me- so now, the hammer. The fact that SLA magazine used images without permission, miss-quoted, published slanderous comments of any person, or took out of context any or all statements with seeming impunity and then excused or refused responsibility is GROSSLY NEGLIGENT and in many places, criminal. It is also a glaring demonstration of the level of consideration they have of the surfing public that buys their magazine- We are shit to them. And that infuriates me. When the “surfers” who operate the surf media can treat us regular-types with such inconsiderate indifference, it’s time to rebel. So fuck ‘em. As I said, I believe I understand your grievance. I also say to you that your character, the quality of your products and service and your devotion to surfing and what it truly means to you will (if it not already has) surpass any damages perceived or real that was done you by that article. And, thicken your skin a bit against future criticisms. Success and exposure will bring that. Plus, think about this- that photo of you on that wave, regardless that you are displayed going over the falls, is heavy! 90 % of us wouldn’t even paddle out on that day! Happy surfing to you. -Expat in paradise

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    • Thanks for the comment Charlie. We live in a world where the people and groups and organizations with power, “that infamous 1%”, use their power to their own benefit trampling whoever from the 99% is on the way. And their way of working is through deception. Sometimes well-crafted, sometimes coarse as in Chris Binns e-mail to us, a triple oxymoron worth of the best of the best politicians: “…Surfing Life never intends to insult people…” What a joke. Those surf journalists and editors are part of the 1% of the surf world. As you said, they don’t care about their readers as surfers or people at all. They don’t care about surfing. For them, surfing is only surfing. For us, surfing is not only surfing. Thick skin and all. Cheers.

  2. It looks like this whole story makes your soul unbalanced. Focus on the good sites of life. Delete all that negative stuff (including, posts, movies and so on) from your website and move on in life. Get over it dude. No offense just an advise. Cheers and see you in the water.

    • Thanks for the advise and the concern Bagus! We see the posts, movies and so on as very positive. We enjoyed making them and we hope some positive change could come off of it. Like Mr King said:”Our lives begin to end the day we become silent about the things that matter”. Cheers!

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  3. Surf journalists = mainstream media whores. Content is king, quality is a non-existent. Stopped reading it about 6 years ago, enjoy surfing a lot more! Aloha

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    • We are also discovering that all people involved in surf media belong to a click. They cover each others backs. They are self-serving and do not care about expanding and exploring new ways of surf culture expression. Aloha Steve!

    • Hey who cares?, I’m confused. Do you care? It was “unaouthorized material” becasue all parties involved had understood it was not to be published. If you care, we have the e-mnail exchange for you to corroborate. You are also misleading the main important point of the article and film which is not about the publishing of the picture but rather about the lies and lies published for no reason. That is abuse of power by the media, and we believe it should be checked. Otherwise, who knows, next time they will publish lies about you or the people you care about. We are calm but we are not sheep that will let itself be abused and do nothing. Give us another chance who cares? and care about surfing culture. Cheers!

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  4. your a fucking idiot and this story is stupid. You lucky that kook diego even got a shot. Some tourist now living in indo taking advantage. Story is from 2012 grow a pair of balls and get your shit together.

  5. It is perhaps not surprising that surf journalism lacks the same principles absent from most journalistic works these days. Still, putting things straight and trying to open up a much needed debate is a very valid cause worthy of support. It would be great if more examples like this start to appear. Good job and good luck!

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    • Good insight. Why think surf journalism different from other mainstream journalism? Are we deluded to think the industry is clean and honest? Who deludes us? The surf media? The industry? Ourselves?

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